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Amamentação

Minha primeira experiência com amamentação foi aos 5 anos de idade (oi?). Calma!! EU explico!

Minha gatinha, tinha dado cria, e eu achava muito curioso tudo aquilo, num belo dia (quando não tinha ninguém por perto) peguei os gatinhos dela, um a um, e os coloquei no meu peito para mamar. Me achei a super 'mini mãe' rs.

Agora falando sério! Quando engravidei, passei a ler muitos artigos, sites, blogs, revistas e tudo quanto podia sobre bebês. Dentre tantas dúvidas, medos e anseios, tinha duas certezas: Quero parto normal e Amamentação sob livre demanda! E assim foi.

Mais uma vez citando meus gatos...O exemplo mais recente que tinha de amamentação era o da minha gata huuauaua, ela teve 5 filhotes e sinceramente, ô mãezinha desnaturada, ela só ficava com eles na hora de amamentar e ainda sim, fazia uma cara de dor, parecia que não via a hora daquilo terminar, quem dava banho, carinho e conforto era a tia dos gatos. E eu pensava comigo, essa aí não nasceu pra ser mãe NÃO!

Pois é, quando Nicolas nasceu e me entregaram ele nos braços eu pensei: E agora, o que eu faço? Olhei pro meu marido e ele tb não sabia o que fazer. Não sabia se já podia amamentar, como fazer isso da forma correta, nada.

Esperamos outra enfermeira chegar para perguntar. E sim, já podia amamentar.
No início Nicolas não queria pegar muito bem o peito, meu médico disse que os bebês nascem com uma reserva 'alimentar' então, não havia problemas, mas ele tinha que mamar em 48 horas, então, eu tinha que continuar tentando.

Aos poucos ele foi pegando o peito. Foi maravilhoso, ele mamava devagar. Mas eu não sabia o que estava por vir nos próximos dias.

Quando você assiste aquelas campanhas de aleitamento materno, acha lindo e maravilhoso né? Mães felizes, crianças calmas, mamando... coisa linda! Mas tenho pra mim, que aqueles não são os primeiros dias de amamentação. CERTEZA!

Como é difícil o começo! Meu Deus!! Dói demais! E isso eu não havia lido em lugar nenhum rs. Sempre lia que era bom preparar os bicos, que era bom tomar um solzinho 'pra fortalecer'. Eiii como eu? Linda e sensual ia ficar na janela de peitinhos de fora tomando um sol???? Ia falar o quê pro meu vizinho?? Ei vizinhooo, liga não, to aqui fortalecendo meus mamilos pra quando Nicolas chegar!! Pra mim, era simples assim: bebê nascia, eu pegava o peito, colocava na boquinha dele e deu.. ele suga, mama e todos ficam felizes.

Eu chorei uma semana amamentando, segurando a mão do meu marido, me perguntando o porquê de tanto sofrimento. Além da dor de amamentar, eu tinha cólicas cruéis e pra piorar os pontos do parto. TUdo doía, foram quase duas semanas de dor. Mas eu sobrevivi! Nicolas segue forte e saudável.

Tempos atrás vi várias campanhas em prol da amamentação, os famosos mamaços, e não me pronunciei. Mas acho super importante amamentar. Embora eu sempre o faça, em locais tranquilos, na mesma posição, que é confortável pra mim e pra ele e de preferência sem NINGUÉM por perto, não por vergonha, mas porque Nicolas para pra prestar atenção em uma mosca, que passa a 2 metros de distância enquanto está mamando, que dirá então, pessoas conversando, crianças gritando, cachorros latindo! E também, gosto de privacidade, não nego!

Quando Nicolas nasceu ele mamava mais ou menos de 2 em 2 horas, as vezes ficava 1 hora e meia mamando, eu fica muiiiiito cansada. Mas era só uma fase. Hoje ele come papinhas, mas continua mamando, mama cerca de 5 ou 6 vezes por dia. Sempre mama antes de dormir.

Hoje amamentar, pra mim, é uma das coisas que mais gosto de fazer com ele. Ele já está com quase 1 ano (6 de agosto) e NUNCA, nunquinha mesmo, ficou doente! Nem gripe, resfriado, dor de ouvido, garganta, nada mesmo! Fora que sempre que ele vai mamar, eu posso descansar, as vezes cochilo um pouquinho, leio... é um momento muito nosso, não gosto de ninguém por perto.




Fora a comodidade né? O leite já está na temperatura certa, ele mama o quanto precisa, não preciso lavar mamadeira, acordar de madrugada pra esquentar. Fora que uma lata de leite especial pra bebês, custa os olhos, a boca e o nariz da cara.

Então é isso. Termino com uma frase que sempre digo pra ele antes de mamar:

Vem cá vem, que mamãe tem um peito muito 'cotoso' pra você. Mame tudo com sua mãe! rsrsrs

Beijoo Brasilllllll Compartilhar

Desmistificando o palavrão

E o palavrão?

Tenho pensado ultimamente no meu vocabulário, coisa que até então eu não me preocupava, pois eu não tinha 'exemplos' a dar. Agora que tenho um filho, fico pensando em quando ele aprender a falar, já pensou ele repetindo tudo o q ele ouve de mim? vai ser um tal de 'putaiu', 'putamieda', 'ai meu calaleo','caxete', 'tomar no tu viu?!', 'que xe foda'... Tenho até medo! Não só por ele, mas pelo que as pessoas vão dizer, óbvio! A hipocrisia domina o mundo, e é claro sofremos com isso!

Cresci ouvindo que palavrão era uma coisa suja! Não podia falar, porque era feio.
Quando criança, ouvia minha mãe falar palavrão geralmente quando estava muito brava, no geral ela não falava tanto.
Minha mãe dizia: Eu posso falar palavrão, vocês não. As vezes ela usava palavrões para expressar 'raiva' ou até mesmo de forma 'carinhosa', mas nós, os filhos, JAMAIS poderíamos dizer sequer um palavrão.

Daí que eu cresci e passei a falar palavrão. E sinceramente, PUTA MERDA, como eu gosto de falar palavrão, costumo dizer que palavrão é o 'PEIDO da alma'.Tem coisa melhor que expressar 'surpresa' com um "PUTA QUE PARIU, QUE MERDA É ESSA?". Melhor do que: "Nossa senhora, o que é isso?". A questão é, palavrão me liberta, me sinto BEM!E isso tem explicação científica.

Costumo chamar os íntimos de 'putinho' (não chamo mulheres de putinha porque naturalmente, elas se sentem ofendidas), adoro chamar meu irmão de 'putinho do brás', acho isso muito carinhoso. Os meus amigos mais chegados, chamo de 'cuzudinhos', e eles não se ofendem por isso, acho chic.

E você já parou pra pensar, o que é um palavrão? São palavras, como tantas outras, nós é que definimos que 'são sujas' e 'impronuncíáveis'.

Eu sei que existe um monte de gente politicamente correta (lendo este texto agora, inclusive), que pode condenar tudo o que eu estou dizendo, mas peço apenas: pare e pense!

A gente não pode dizer "Puta que pariu", "Vai tomar no koo", "É foda" entre outros palavrões, porque é feio, mas podemos usar palavras bonitas, para ofender e humilhar as pessoas de forma diplomática ?!

Já conheci pessoas que não falam palavrão, mas também não medem as 'palavrinhas bonitas' quando querem machucar alguém.

E sim, eu escrevi tudo isso porque eu realmente me preocupo com o meu filho, porque assim como a sociedade, eu tenho alguns preconceitos, e acho horrível criança falando palavrão. Então preciso me controlar, mas não sei realmente como vou fazer isso, porque soa tão natural :(

Mamães desbocadas do meu Brasil, vocês tem algum conselho? Já passaram por situações semelhantes?

Aqui quem vos fala é uma mãe fudida, que quer dar bom exemplo ao filho...

E para os moralistas, politicamente corretos, um trecho da matéria da Super Interessante falando sobre palavrões.
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Por que diabos “merda” é palavrão? Aliás, por que a palavra “diabos”, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar, xingou-a de algo como “filha-da -puta”, mesmo sabendo que a dita nem mãe tem.

Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o neocórtex, os palavrões "moram” nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema límbico. É o fundo do cérebro, a parte que controla nossas emoções. Trata-se de uma zona primitiva: se o nosso neocórtex é mais avantajado que o dos outros mamíferos, o sistema límbico é bem parecido. Nossa parte animal fica lá.
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Aqui o link da matéria completa, vale a pena conferir
http://super.abril.com.br/ciencia/ciencia-palavrao-447405.shtml

É isso aí....
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